A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (12) a Operação Transparência, que investiga supostos desvios de recursos de emendas parlamentares durante o período em que o deputado Arthur Lira (PP-AL) presidiu a Câmara dos Deputados. O principal alvo da ação é Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora de Lira e considerada por parlamentares a principal operadora da liberação de verbas no chamado Orçamento Secreto.
A PF cumpre dois mandados de busca e apreensão: um no apartamento funcional de Mariângela Fialek em Brasília e outro em uma sala utilizada por ela na Câmara dos Deputados. As ordens foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, o deputado Arthur Lira não é alvo da operação.
Mariângela Fialek, formada em Direito e com quase 20 anos de atuação no assessoramento legislativo, atualmente está lotada no gabinete da liderança do PP na Câmara, partido presidido nacionalmente por Lira. Seu salário bruto é de R$ 23.732,92.
Durante a presidência de Lira na Casa (2021-2023), período em que vigorava o Orçamento Secreto – mecanismo proibido pelo STF em 2022 –, Tuca era apontada por deputados e senadores como a pessoa responsável por receber pedidos de liberação de emendas de relator e coordenar o atendimento aos aliados.