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DUAS PREFEITURAS, DOIS SALÁRIOS: Procurador de Viana também recebe como diretor em Esperantinópolis e caso gera revolta
Segundo apuração divulgada pelo Blog do Domingos Costa, a nomeação em Esperantinópolis ocorreu antes mesmo da posse como Procurador em Viana
09/06/2026 13h29
Por: Redação
Foto/Reprodução

Um caso que já começa a gerar indignação e questionamentos públicos envolve o advogado Christian Silva de Brito, que atualmente ocupa o cargo de Procurador Geral em Viana, mas também aparece recebendo pela Prefeitura de Esperantinópolis.

De um lado, em Viana, Christian exerce uma das funções mais estratégicas da gestão municipal, com salário de aproximadamente R$ 8 mil e obrigação legal de dedicação exclusiva. Do outro, em Esperantinópolis, ele figura como Diretor de Divisão na Secretaria de Finanças, recebendo cerca de R$ 2.500 mensais.

A situação chama atenção não apenas pelo acúmulo de cargos, mas também pela distância entre os municípios — mais de 280 quilômetros — o que levanta dúvidas sobre a viabilidade do exercício simultâneo das funções.

Segundo apuração divulgada pelo Blog do Domingos Costa, a nomeação em Esperantinópolis ocorreu antes mesmo da posse como Procurador em Viana, mas os pagamentos nos dois vínculos teriam continuado ao longo de 2025 e permanecem em 2026.

Ao ser questionado, Christian afirmou que não atua presencialmente em Esperantinópolis e que prestaria serviços “de forma remota”. No entanto, o cargo que ocupa é administrativo, o que levanta ainda mais questionamentos sobre a compatibilidade da função com essa justificativa.

Sobre as críticas, ele negou qualquer irregularidade e disse que não se considera “funcionário fantasma”. Também declarou que pediu exoneração do cargo em Esperantinópolis.

Apesar disso, os registros indicam que os pagamentos continuaram sendo feitos, o que intensifica a cobrança por explicações mais claras.

Diante da repercussão, o caso já começa a ganhar contornos políticos e pode provocar desdobramentos junto a órgãos de fiscalização, especialmente diante da possível incompatibilidade com regras de dedicação exclusiva e princípios da administração pública.

A população agora aguarda respostas.