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Derrota no STF irrita Messias, que aponta Moraes; governo discute resposta

A rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal provocou forte repercussão nos bastidores do governo federal.

01/05/2026 às 16h29 Atualizada em 08/05/2026 às 16h24
Por: Redação
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Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

A rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal provocou forte repercussão nos bastidores do governo federal.

Segundo a jornalista Andréia Sadi, o chefe da AGU tem dito a interlocutores que foi alvo de uma manobra política, atribuindo a articulação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias teve seu nome rejeitado pelo Senado na quarta-feira (29), com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Na avaliação dele, o resultado não decorreu apenas de dinâmica política comum, mas de uma articulação coordenada para impedir sua entrada na Corte.

Dentro do governo, há quem veja o episódio como um sinal de mudança na relação entre Executivo e Judiciário, com aumento das tensões institucionais.

Por outro lado, pessoas próximas a Flávio Dino negam qualquer envolvimento em ações contra a indicação. Nos bastidores, a versão é de que o ministro não participou das articulações e manteve distância do processo, por não considerar o nome de Messias o mais adequado para o cargo.

No entorno do Palácio do Planalto, cresce a percepção de que a situação deixou de ser apenas institucional e passou a representar um confronto político direto.

Aliados de Messias avaliam ainda que o episódio pode ter impactos estratégicos no cenário político. Para eles, o caso pode aproximar setores da oposição de Alcolumbre e de integrantes do STF, fortalecendo o discurso de enfrentamento entre o governo e o que classificam como “sistema”.

Também há discussões sobre o futuro de Messias no governo. Uma das hipóteses é sua possível ida para o Ministério da Justiça, onde poderia ganhar maior protagonismo político e influência sobre a Polícia Federal. Nesse contexto, a relação com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, passou a ser observada com mais atenção. Integrantes do governo demonstraram incômodo ao saber que ele participou de um jantar na véspera da sabatina que terminou com a rejeição.

Apesar do revés, Messias tem indicado a aliados que pretende seguir atuando politicamente, contando com o apoio de Lula para definir seus próximos passos.

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